IMPERDÍVEL:
CONHEÇA O WWW.OVERMUNDO.COM.BR. . ESTOU LÁ COM UM TEXTO PUBLICADO. O SITE É O QUE HÁ DE MELHOR NA VANGUARDA DA MÚSICA, LITERATURA, ARTES PLÁSTICAS, ETC
ABRAÇÃO!
Escrito por deunatelha às 11:02:32
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NOTA ZERO!!!
Para a propaganda da Citroen. Numa jogada de marketing publicou nos principais sites do Brasil o impacto do ASTERÓIDE PALLAS com a terra.
Esclarecendo: Será lançado no início de julho/2007 o novo carro da empresa, ou seja, o PALLAS.
Golpe baixo....
Escrito por deunatelha às 11:00:36
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‘nesta data querida’
Autor: Angelo Pessoa
Daqui de onde olho parece que o mar foi feito pra nós, agora... pra mim.
Nesta alta colina frente a este vasto absurdo de água, espero o fim do ciclo de um dia. Espero ver golfinhos também. Baleias... mas não sou uma personagem anciã de um belo filme americano em que elas eram “de agosto”. E até mesmo naquela ficção, verdadeiramente elas nunca apareciam. Ainda sou jovem demais, tenho só trinta e cinco anos...
Hoje tive a sensação de que não viveria o suficiente para sentir toda a maravilha de uma vida a dois... houve engano. Vivenciei maravilhas e a dor da ausência destas mesmas delícias. Meu copo esvaziou novamente. Adormecer é urgente.
Na verdade estou me sentindo agora uma ‘Robson Crusoé’. Não há vizinhos. Nem barulho de carros. Nem amigos me telefonando. Nem importunos querendo me dar um banho. Nem risos de criança. Quando eu morrer se for possível, se por doença precisa, se tempo houver, se eu puder pedir... vou querer gargalhadas de crianças vasculhando meu fim, festejando minha partida. Adoro ouvir gargalhada de crianças, tal aquela da música do infinito Gismonti, ‘Palhaço’.
Vou atestar o lado de tua cama de conchas, estrelas, ouriços do mar... algas... e vou sonhar com uma sereia homem me desequilibrando os passos até o fundo deste oceano que de nossa varanda é vasto. O controle remoto agora é só meu... mas a TV está eternamente em off... e você é, em meus sonhos, um peixe meio homem, com olhos azuis demais, quase cristais... corpo esculpido golfinho. Beleza demais pra um ser...
Do céu é o azul agora mais profundo. O sol derreteu-se. Dormente meus lábios vibram por culpa do vento frio, marinho. Há uma canção célica imaginável na minha mente. E há garrafas demais espalhadas pelo teu vazio.
É de deitar à hora. É de ver estrelas e deixar lágrimas umedecerem a destratada grama. Daqui a pouco já não serei tão mais jovem...
E eu inda olhei, escondida pela cortina ‘blue’, a de dezessete – cabelos encaracolados, longos... linda - subindo na tua garupa como se fosse uma imagem de um filme em que a personagem era eu. Infinitamente imatura...
Os fotogramas na mente mentem pra gente dormir...
Nem sei mais por anda meu apetecido homem quartzo, anilado.
‘Já passa da hora!’... é mais de meia noite e “não está lindo aqui fora”...
Já não sou tão mais moça... eu tenho agora trinta e seis anos.
Escrito por deunatelha às 11:51:34
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“meio balão, meio BIS, meio saudade...”
Autor: Angelo Pessoa
Foi numa certa manhã cheia de inverno que Alberto veio a terra trazido por uma cegonha. “Cegonhas não existem!Não quero ouvir uma história que não existe!”. Na história de Alberto, sim. Chegou voando embalado por um saco no bico da ave, meio balão ao contrário, meio astronave. “Essa história é de mentira, não existem astronaves.”. Não, a história de Alberto é de verdade. Trouxe um menino gênio no bico e o depositou num sítio em Cabangú. Nas Gerais do Brasil. Alberto fora escolhido brasileiro. Em vinte de julho de 1873. E seguindo a vocação do pai, um rico engenheiro e fazendeiro de café, em 1892 foi para a França estudar ciências e mecânica. “Não gosto de datas... a história fica chata, enjoada...”. Então escute, vou melhorá-la! E foi ele, o primeiro, sim lá na França a voar num avião chamado de BIS, meio balão, meio seu fascínio, meio Dumont, meio sonho de verdade...
Foi por um certo descontentamento e também fascínio pelos balões que Alberto, já na França, bagunçou os céus de Paris. “Ele era bagunceiro que nem eu, diga, vá...diga!”. Não, a bagunça que ele fez lá na França foi muito bem vista. Não são como as tuas. Você vive a explodir foguetes no quintal que nem chegam a meio metro de altura e isso é perigoso. “Um dia ainda vou construir uma nave espacial para me levar até Plutão, mas continue, vá...” . Bom, voltando ao Alberto...ele fez de seus sonhos dirigíveis um Prêmio Deutsch e de ângulos diferentes viu fascinado uma Eiffel majestosa. Depois estudou a curvatura das asas das aves, mas já as conhecia bem, foi uma cegonha que o trouxe, lembra-se? “Mas eu ainda acho que cegonhas não existem!”. Na história de Alberto, sim. Posso garantir! O Alberto engenheiro incansável de sonhar continuou sua labuta. Numerou dirigíveis. O “Brasil” foi seu número um, o sexto lhe deu um importante prêmio, e o 14º serviu de “suspensório” para sua engenhoca meio louca, meio pássaro, meio impossível... e numa tarde meio outubro, fria do hemisfério norte, nem imaginava que empunharia a Taça Archdeacon, mas as asas de seu 14-BIS tinham uma angulação perfeita para um vôo. E ele aconteceu num planar meio que parecido ao contrário, meio que parecido pra trás..., por sessenta metros, por cem batidas de um coração cheio de vontade e de alegria. Dumont voou e lembrou-se da cegonha... “A cegonha ficou feliz?”. Muito, mas não estava em Paris, levava outro menino para um lugar distante daquele país. “E como ela ficou sabendo?”. As cegonhas e mães sentem... . Bom, mas Alberto não parou por aí, ganhou mais um prêmio pelo Aeroclube da França, ao voar por duzentos e vinte metros e quase duzentas batidas de um coração já mais cheio de segurança, de orgulho e de satisfação. Alberto agora mais Santos-Dumont que nunca continuou a se aprofundar em seus estudos. “Conte mais...”. Alberto tanto fez que hoje o chamam de “O pai da aviação”... mas Alberto não sabia de uma coisa ruim que viria... “O que, diga!!”. Seu último vôo foi a bordo de “Demoiselle” sua mais brilhante criação, depois do 14-Bis, é claro... “Ela caiu?”. Não, Alberto descobriu uma doença ruim que entranhada em si o tirou do convívio social. Então um triste Dumont transformou-se em um pássaro errante. Vários países... várias lágrimas. Muita solidão. E num dia de não vou dizer quando... “Isso!! sem datas...”, Alberto voltou para o Brasil trazido de uma casa de repouso do Sul da França pelo seu sobrinho, meio Jorge, muito bondoso, muito coração zeloso. Uma cegonha cruzou o Guarujá e olhou tristonha para baixo, sabia que em breve um ser alado viria dos céus para buscar o menino gênio que ela havia trazido para o interior de Minas... “Isso eu já sei... mas diga... ele morreu triste? Diga, vá, diga!... Acho que não, pois realizou seus sonhos. “Será que um dia vou realizar meu sonho de ‘andar de avião’? Diga...”. Acho que sim, quem sabe um dia não consiga uma bolsa de estudos e vá estudar em outro país, quem sabe o que te aguarda? Quem sabe o que podes vir a ser? Ainda é tão novinho... “Numa cegonha, será?...ela me levando pendurado... tipo como ela trouxe Santos-Dumont...será?”. Talvez? quem sabe de seus sonhos é só você. “Então conte o final, vá, conte! Ele morreu triste? Sozinho, coitado...”. Acho que verdadeiramente ele não morreu triste, pois...
Foi num certa tarde de julho, cheia de inverno que um anjo veio voando, com uma envergadura de asas já meio conhecida, a procura de um certo Santos-Dumont. As nuvens abriam caminho para que aquele alado descesse sem muita bagunça nos céus do Brasil. Uma cegonha olhou tristonha ao ver o anjo descendo. “A cegonha chorou?”. Acho que sim, pois sabia que o anjo viria buscar o menino gênio que ela havia trazido perto daquela mesma data há quase sessenta anos... “O anjo voava de verdade?”. Sim... assim como o 14-BIS. Alberto olhou pela janela do hotel onde estava e vendo descer dos céus um ser alado disse: “Eu te criei?”... e o anjo respondeu: “Não, mas iremos meio balão, meio voando”. Dumont sorriu e perguntou: “E seu nome? Gabriel, Rafael, Aniel... diga?” E o Anjo respondeu: “Não, também sou um Alberto de asas.”. E do Hotel La Plage foram os dois subindo numa tarde azulada de inverno no litoral paulista, meio balão, meio BIS, meio saudade...
Escrito por deunatelha às 11:50:15
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naquela casa...
naquela casa...
Autor: Angelo Pessoa
Naquela casa estranha morava uma mulher feia. A casa era destratada. O cachorro latia. A mulher gritava. Naquela casa, lá do alto da nossa rua, morava uma mulher sozinha e seu cachorro escanelado que sofria. À noite a gente ficava olhando a casa com cobardia até o pescoço doer, esperando a mulher vir molhar as plantas secas da varanda. A mãe da gente dizia que a mulher era biruta. Que ela apanhava criança. Que a casa, assombrada; o cachorro, danado. Ele uivava nas noites de lua cheia. A gente ia dormir no quarto da mãe da gente mentindo, dizendo que sonhou com coisa ruim. A mãe da gente acreditava.
Aquela casa amedrontava a gente. Podia o sol estar a pino... a gente sempre olhava pra casa com um calafrio. Um dia a mulher apareceu e ficou olhando a gente jogar bola. A gente nem terminou e foi pra casa... a mãe da gente perguntou o motivo da gente ter voltado cedo. A gente mentiu - a gente sempre mentia - as mães acreditavam. A casa era enorme. Tinha oito janelões verdes, descascados. Uma varanda meio parecida com hospital antigo. Uma cerca quase decomposta. Uma árvore que lembrava caveira. A mãe da gente falava que era maldição. De noite a gente chorava.
Naquela casa morava uma mulher que gritava porque sofria. E um cachorro que dava pena na gente e medo também. No verão, a mulher sentava sozinha na varanda e fumava. O cachorro um dia parou de latir. A gente achou que ele tinha ficado mudo. A gente viu a mulher carregando um troço enrolado num tapete... depois deste dia a gente nunca mais ouviu o cachorro latir e ficamos a discutir mil histórias... teria ela cortado a língua do cachorro... teria ela sufocado o coitado... teria envenenado? A mãe da gente dizia pra nunca chegar perto daquela casa. Tudo lá era morto.
Aquela casa era magoada também. E ficou mais triste ainda quando o cachorro morreu. O que intrigava a gente era que a mulher não saia pra comprar comida, pra pagar contas, pra ir à igreja, pra nada. A mulher ficou uma semana sem ir a varanda fumar ou regar as plantas mortas. A mãe da gente se juntou e foi lá... depois veio carro de polícia e tudo. A mãe abraçava a gente e chorava. A gente perguntou um monte de coisa. A mãe da gente não respondeu.
Naquela casa teve um movimento danado. Depois fecharam aquela casa. A mãe da gente disse que a mulher tinha ficado maluca de vez e a levaram pro manicômio. Tempos depois veio um policial e disse pra gente nunca ir lá. A gente achou que foi a mãe da gente que mandou ele falar isso... a gente disse que nunca tinha ido lá e disse também que nunca iria lá... a gente mentiu... por que motivo a gente tinha que mentir?
- Pedro... quer entrar? O sol tá pelando, não?
Essa mulher de branco acha que a gente ainda é criança.
Todo dia ela põe a gente nesse banco pra tomar sol. Depois volta e pega a gente e leva pra dormir lá na cama branca.
Aquela casa ficou longe da gente agora. A mãe da gente já morreu...
À noite a gente sente medo.
A danação foi a gente ter mentido e ter ido lá naquela casa...
Escrito por deunatelha às 18:57:53
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o último olhar
o último olhar
Autor: Angelo Pessoa
A gente às vezes pensa que sabe da vida, que entende dela. Que já sabe tudo. Que nem precisa imaginar nada além disso daqui. Dessa poltrona marrom e furada em que estou sentado ou da tela do computador a minha frente ou ainda, da luz vinda do corredor amarelado de antigo que invade esse meu quarto.
A gente esquece que não sabe nem da gente. De nosso amigo ou de um parente que a gente deixa de visitar. A gente nem sabe às vezes da mãe que cuida da gente ou do irmão que tá meio que precisando de você deixar ele deitar no seu colo e chorar.
A gente nem sabe quanto tempo ainda vai durar. Se vai hoje, amanhã ou antes da próxima copa do mundo, olimpíada ou da nova novela das oito.
Hoje eu soube de muita coisa. E acho que entendi agora uma frase que minha avó usava: ‘o fogo refina o ouro’. O veterinário olhou pra mim e disse que teria que sacrificar Scuby... eu tenho só onze anos e ele não deveria ter me dito isso. Mas ele falou e parecia mais triste que eu, de modo que tive vontade de deixar ele deitar no meu colo e chorar. Mas a gente nunca faz essas coisas, né?
Olhei pra Scuby e ele olhou pra mim. O bolo na minha garganta era maior que o abscesso dele. E aí eu sorri olhando pra ele, dizendo alguma coisa tipo assim: ‘olha, tá tudo bem, tá tudo legal...’.
Eu saí do consultório e fui chorar sozinho na mata.
Hoje o dia amanheceu estranho demais, pois havia o vazio do latido no quintal.
É nisso que dá a gente amar demais um amigo...
Escrito por deunatelha às 18:45:47
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As canelas de minha mãe
Autor: Angelo Pessoa
As canelas de minha mãe sempre foram finas e brancas. Muito finas mesmo. Lembro-me olhando suas canelas e me perguntando por que eram tão finas. Minha mãe lavava a louça chorando e eu ficava escondido a vendo chorar. Minha mãe chorava demais no dia de Natal. Eu achava que ela tinha um segredo triste e o escondia pra gente não ficar triste também. Eu e meus três irmãos. Minha mãe juntava arroz e outras sobras e colocava numa lata de nescau pra dar a uns garotinhos pobres que vinham pedir comida na porta da gente. Eles tinham um odor característico, não era fedor, era um cheiro de pobreza. Minha irmã e eu até hoje lembramos, cheios de tristeza, daquele cheiro. A alegria daqueles meninos ao virem a lata era tanta que enchia o olhar de minha mãe de um brilho que eu nunca mais vi no rosto de nenhuma outra mãe. A não ser a ausência deste brilho que se instala nos olhos das mães quando perdem seus filhos. Minha mãe nunca perdeu um filho. Eu achava que ela chorava no Natal , pois talvez eu tivesse um irmão ou irmã que havia morrido. Minha mãe chorava de soluçar, mas escondia o choro lavando as louças.
O olhar de minha mãe sempre foi carregado de doçura, mas o de minha avó era um poço de tristeza. Não tenho uma foto dela sorrindo. Só vi minha vó Luiza sorrindo uma única vez. Quando assistindo a um desenho do Pica-pau ela riu de chorar quando o pássaro gastou todo o açúcar de um homem miserável e rico. Minha avó sorriu do desespero de um homem rico e pão duro. Eu também sorri olhando pra ela. Era uma experiência inédita vê-la feliz. Sorri mais pelo sorriso dela do que pelo episódio do desenho. Minha avó fazia colchas de retalhos. Eu adorava ficar do lado dela vendo os emendos coloridos transformarem-se em arco-íris cubistas. Não existiu no mundo ninguém mais amável que minha vó. Ela me fazia mamadeira. Eu dormia no colo dela e depois babava toda a fronha com cheiro afável. Minha avó tinha um lençol que parecia ter sido feito de sabonete de tão aromático, eu deitava nele e fungava o cheiro das rosas. Minha avó morreu muito cedo, eu suponho. Certa vez eu, criança, estava deitado em seu colo, enquanto ela me fazia carinho na cabeça. Ela pouco ou nada falava. Eu olhava o céu azul de um inverno qualquer e pensava no desespero que iria me tomar no dia em que ela fosse morar naquele imenso azul. Foi um desespero mesmo o dia em que ela se foi. Chorei uma semana... escondido de minha mãe pra ela não sofrer mais do que já sofria. Eu escondia meu choro nas escadas do prédio onde morávamos.
Minha mãe semana passada chorou em bicas aqui na minha casa. Fazia vinte anos que minha avó havia partido. Ainda hoje ela chora. Um pavor me tomou de súbito. Se ela for morar no imenso azul antes de mim será que vou chorar até vinte anos depois? Será que nunca mais vou sorrir? Minha mãe chorava no Natal porque lembrava da pobreza que foi sua infância. Ela e minhas tias só ganhavam uma maçã de presente, enquanto outras crianças ganhavam bonecas. A infância delas sempre foi farta de dificuldades. O olhar de minha avó sempre foi triste por ver tanta pobreza, entendi um dia.
Hoje minha mãe lavava louça aqui na minha casa. Ela não chorava. Olhei suas canelas finas, envelhecidas e brancas. Trinta anos depois daquele garoto. Ela assoviava e cantava. Enchi-me de um brilho nos olhos, pois ela estava feliz... e na porta apareceu um garotinho pedindo comida. Ela olhou para mim e seus olhos brilhavam como nunca.
Escrito por deunatelha às 20:44:48
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ESSA EU NÃO SABIA!!!
No popular se diz: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro"
Correto: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro"
Escrito por deunatelha às 18:11:35
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E ESSA...ACREDITEM: VIROU QUESTÃO DE PROVA DA UNIRIO!!!!
manga
Autor: Angelo Pessoa
Sol levanta sacudindo
a segunda que é feira
mas não tem legumes nem frutas.
Ana Clara, magra, corre pra escola, senta, atenta, faminta.
introduzo palavras, falo em manga.
a menina baba.
pensa em doce, fios entre dentes.
paro... olho Ana Clara, magra.
explico a confusão.
manga: pano, camisa...
fruta não!
Ana Clara volta, sai do sonho... fome
olha sua manga e seca a baba na camisa branca
da manga madura e doce
que seu pensamento desviou nesta segunda que é feira,
mas não tem espada...
Escrito por deunatelha às 17:28:15
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ESTA MINHA POESIA RECEBEU INÚMEROS PRÊMIOS...POXA... LEIA!
embornal
Autor: Angelo Pessoa
Abro por descuido o armário que abriga infância
deparo-me com o embornal verde musgo
meio marrom, meio ferrugem, meio saudade.
Hoje não houve pressa pro trabalho – a hora se perdeu
o embornal e eu sentados nos olhando
lambaris, carpas e cascudos a foliar
em minha cabeça
me fazendo menino de novo
Hoje não havia a caixa verde que girava
nem anzóis de todos os tamanhos...
nem tarrafa, gosto de chumbo na boca, cheiro de peixe no ar
escamas grudadas na faca de cabo preto
no meu cabelo, no meu peito
não havia fogareiro
nem dedim de cachaça escondida do pai
nem barulho de rio entrando na fresta da janela
Variante grená.
Hoje nem vagalumes, nem barulhos estranhos,
nem papo besta de homens embriagados, gargalhando
nem meu pai estava aqui
nem meu irmão...
muito menos o menino que fui eu...
O embornal estava,
velho, puído... cheio de histórias!
preciso perder mais vezes a hora do trabalho...
preciso guardar as lembranças de novo
e de vez em quando sorvê-las...
Preciso das saudades
no mais... nada... nada... nada...
peixe solitário...
Escrito por deunatelha às 17:25:30
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ACHO QUE ESTAMOS PRECISANDO RIR!
"A mulher mais feliz do mundo é a namorada do saci, pois ela sabe que se levar um pé na bunda, quem se ferra é ele..."
Escrito por deunatelha às 20:13:28
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Tenho que postar algo urgentemente...
Bom, então vou dizer uma novidade: fui convidado para apresentar um programa de entrevistas aqui numa TV local. E estou preparando o formato... acho que vai dar certo...
Torcida aí, galera!
Abração
Escrito por deunatelha às 03:47:18
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INJUSTAMENTE DETONADO PELO PÚBLICO!!!
A DAMA DA ÁGUA é um filme que só tem um porém, o fato dos personagens aceitarem com tanta naturalidade uma história absurda!
EU ADOREI O FILME!

Escrito por deunatelha às 20:30:54
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FUROS DA TV,ou melhor, dos apresentadores!!
"ESCRITO NO ANO DE 2000"
Estava eu fazendo algo raro, ou seja, assistindo TV! Depois de rodar por diversos canais, ‘estacionei’ na Record. Assisti ao ‘Leão Livre’ e depois ao programa ‘Fala que eu te escuto’ e resolvi escrever isto após dois grandes furos dos apresentadores. O primeiro , Leão, perguntou a uma jovem quantos anos ela tinha, a menina respondeu que estava com 17 anos e então ele disse: “Ah! Dezessete anos! Vai fazer 18?” (!?!?!?). E a coitada ainda respondeu assim: “Vou!”. Santa ignorância, Leão!! Se eu fosse a menina teria respondido: “Não, eu vou pular e fazer 19!” ou ainda “Não, pois eu vou morrer, com certeza, antes de completar 18 anos!”. Pelo amor de Deus! Será que ele não tinha pergunta melhor pra fazer? No segundo caso foi pior, o apresentador, Bispo Bulhões, atendeu a um telefonema e depois de conversar com um senhor, este lhe pediu se poderia localizar sua mãe. O Bispo perguntou ao senhor: “ONDE ELA RESIDE?”(!?) e o coitado ainda respondeu: “Acho que em Belo Horizonte...”.Gente! Se uma pessoa está procurando alguém que está sumida há anos, como ela vai saber onde a dita cuja RESIDE!? Se fosse eu responderia assim: “Não sei, pois eu estou pedindo para o senhor localizá-la pra mim!!” ou ainda “Ela mora na rua tal, número tal, cidade tal, mas eu estou dizendo que ela está sumida só pra fazer ‘fusquinha’ com o senhor, obrigado e boa noite.”. É isso aí! O mínimo que se espera de apresentadores de programas de TV é que eles, pelo menos, tenham bom senso!!
Aproveitando o assunto televisivo, vou falar também sobre um furo do ator Alexandre Frota, atualmente atuando no pior programa da TV brasileira, ou seja, MALHAÇÃO. O dito cujo participou de um programa de perguntas e respostas no SBT, e durante o ‘jogo’ o chato do Silvio Santos perguntou a seus convidados: “Eu vou para o trabalho ...” e os convidados deveriam completar a frase com qualquer coisa, escrevê-la em uma tabuleta e depois, juntos, mostrarem a resposta ao Silvio. Os convidados escreveram: “... a pé.”; “... de carro.”, etc. Frota escreveu “... de ONIBÚS.”(!!!). Silvio não corrigiu, a platéia não riu, com certeza por ‘educação’, e eu me escangalhei de rir, afinal de contas ele não iria ouvir mesmo! ‘Ônibus’ escrito com acento agudo já dói, ainda mais colocado no “U”! Santa ignorância, Alexandre!
PS.: Tempos depois o brutamonte acima disse que A CASA DOS ARTISTAS estava fazendo mais sucesso que "OS MAIAS" - que ele debochadamente chamou de "OS MALAS"...mas vai esperar que Alexandre Frota entenda de literatura...ainda mais portuguesa. É pedir demais, né não?
Escrito por deunatelha às 16:07:59
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MINHA AMADA IRMÃ!
"A beleza torna os outros possessivos, mas é um privilégio e também a maior injustiça do mundo"
(Catherine Deneuve)

CARNAVAL EM PARATY/2007!
Escrito por deunatelha às 20:47:06
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